O QUE É?
Energia não é algo que se cria ou se destrói, ela sempre esteve presente no universo e apenas pode ser transformada. Além disso, divide-se em várias "formas" das quais o homem pode utiliza-las da melhor maneira possível.
Uma das mais conhecidas e utilizadas formas de energia é a nuclear, que se baseia justamente na divisão (ou quebra) do núcleo dos átomos que são altamente radioativos como, por exemplo, o urânio.
Lembrando que quando ocorre essa fissão, ou seja, divisão do núcleo dos átomos, uma grande quantidade de energia é liberada, e que elementos radioativos são tanto artificiais (emitem radiações realizadas em laboratórios) e naturais (por exemplo, o urânio, que é espontaneamente radioativo).
História da Energia Nuclear:
A história da energia nuclear, pelo que se sabe até hoje, começou no século V antes de Cristo, na Grécia, com os filósofos Leucipo e Demócrito.
Demócrito, então, na sua teoria, afirma que o átomo compõem todo o Universo, não há nada nele que não possua átomos, e que esse elemento, por sua vez, era a menor partícula no mundo, ou seja, era indivisível.
Mas infelizmente as pesquisas sobre os átomos tiveram uma parada brusca, voltando a acontecer apenas no século XIX, com o pensador conhecido como John Dalton, e em seu modelo ele afirmava que o átomo era indivisível, assim como Demócrito havia dito séculos antes. Apresentou também que ele era esférico, maciço e minúsculo. Apelidou-o de "bola de bilhar", que de acordo com seu modelo atômico ele afirmava que átomos mesma massa seriam do mesmo elemento químico (teoria que não é mais válida na atualidade), que átomos de diferentes massas seriam de diferentes elementos (também é uma teoria inválida nos dias de hoje), e que eles seriam indestrutíveis nas reações químicas, sofrendo apenas recombinações (essa teoria é válida atualmente quando falamos de fenômenos físicos e químicos que não sejam radioativos/nucleares, pois esses sofrem transmutações).
Ainda no Século XIX passando para o século XX, o cientista J. J. Thomson surge com o seu modelo atômico que ficou conhecido como "Pudim de Ameixas", em que o "pudim" é o núcleo do átomo composto por partículas positivas (prótons) e as "ameixas" que ficam a sua volta são feitas de partículas negativas (elétrons), provando que o átomo não era a menor partícula existente, pois era formado por outras duas menores que ele. E assim ficou apelidado de "pai do elétron".
Assim foram surgindo outros cientistas, como Rutherford que experimentou a radiação alfa em uma lâmina de ouro como forma de experimento cientifico, chegando a conclusão de que no núcleo ficava o próton que era pequeno, positivo e pesado e na eletrosfera ficava o elétron, que era um grande vazio e negativo.
Porém, os reais resultados da energia nuclear surgiram um pouco depois de Rutherford, em 1938. Já que anteriormente, tantos pensadores investiram e descobriram o grande potencial energético que era liberado na divisão de um átomo, algumas coisas começaram a mudar em suas pesquisas; Quando os cientistas decidiram dividir os átomos de metais mais pesados que o comum, e esses metais seriam o urânio e o plutônio. Essas pesquisas e testes científicos de divisão de átomos metálicos mais pesados foi iniciada com fins militares, mas logo passaram a evoluir e se expandir tendo novos objetivos, como a produção de energia elétrica.
Em dezembro de 1938, os cientistas alemães Otto Hahn, Fritz Strassmann e Lise Meitner descobriram o que chamamos de fissão nuclear, ou seja, a divisão do núcleo dos átomos. Ainda esse ano, um homem italiano de nome Enrico Fermi ganhou o prêmio Nobel da física por descobrir que quando se utiliza uma placa de parafina entre o urânio e os nêutrons a capacidade radioativa crescia, e assim, crescia a chance do núcleo que o urânio possui absorver os nêutrons. E dessa forma ele pode criar o primeiro reator nuclear.
Durante então a segunda guerra mundial, os alemães começaram pesquisas para o desenvolvimento de bombas atômicas, o que levou Leo Szilard, cidadão húngaro, a convencer Albert Einstein a contar sobre essas ideias alemãs para o presidente americano da época, Franklin Roosevelt, e então, como prontidão foi criado o projeto Manhattan.
A primeira bomba nuclear da história foi então jogada, em 16 de julho de 1945, no laboratório nacional de Los Alamos, localizado no Estado do Novo México, Estados Unidos da América. Essa bomba foi capaz de abrir uma cratera de 400 metros de distância e destruir completamente um prédio de 30 metros, sendo evaporado. Essa bomba teve pouco mais de 18 quilotons, sendo que cada quiloton tem a força de mil toneladas de TNT.
Durante a mesma semana que ocorreu o projeto Manhattan, foram construídas as bombas que destruíram Hiroshima e Nagasaki, conhecidas no mundo como "Little Boy" e "Fat Man".
Fontes:
http://www.biodieselbr.com/energia/nuclear/historia-energia-nuclear.htm
http://www.dw.com/pt/1945-testada-a-primeira-bomba-at%C3%B4mica/a-592473
http://www.biography.com/people/enrico-fermi-9293405#final-years