TOKAIMURA:

            Em 30 de setembro de 1999 ocorreu em Tokaimura, cidade a 120 quilômetros a nordeste do Japão, um acidente nuclear na sua instalção que consiste em três edificos que auxiliam na convers   ão do urânio:

            *Um com capacidade anual de 220 toneladas por ano para baixo enriquecimento;

            *Outro com capacidade de 495 toneladas por ano, também para baixo enriquecimento;

            *E o ultimo com capacidade um pouco acima de 3 toneladas por ano, porém para alto enriquecimento.

            Neste de pouco mais de 3 toneladas foi onde ocorreu o acidente. Pois nessa intalação, a conversão de urânio vem da substância gasosa, hexafluoreto de urânio. Porém em 1996, o processo de como deveriam ser trabalhadas as partes dessa conversão foram alteradas sem a permissão das autoridades legais, reguladoras competentes. Então uma solução de 16 litros de urânio foi dividida em 4 baldes de aço inoxidável (Esse balde, por sua vez, não cumpria com as regulamentações) e então, em 30 de setembro, o volume de urânio passou a ser de 40 litros, o que era muito maior do que o limite. após passar de seu limite a massa crítica é "atingida por uma reação de fissão nuclear e acompanhada pela emissão de nêutrons e radiação gama" (adaptado).

            O acesso foi restringido dentro de uma áre de 200 metros, além de como precaução, as pessoas que viviam dentro de um raio de 10 quilômetros foram alertados para não sairem de sua casa.

Fontes:

SEVERSK

            A Sibéria, uma região extremamente vasta que faz parte da Rússia e do Cazaquistão, possui uma cidade chamada de Seversk que fica a três mil quilômetros a leste de Moscou. Porém antes de ser chamada assim, a cidade era conhecida como a cidade secreta de Tomsk-7, que ficou conhecida após seu acidente nuclear.

            No ano de 1949 uma usina nuclear começou a ser construída, e foi então finalizada no ano de 1954.

            Ela foi nomeada como Siberian Chemical Combine”, empregando mais de 15 mil pessoas e sendo uma planta de separação quimica e processamento de urânio e plutônio.

            Esse usina de reprocessamento nuclear (é um método que separa e recupera quimicamente os compostos de urânio e/ou plutônio nos combustíveis nucleares) teve seu teto destruído após uma explosão que começou com 120 quilômetros, e apenas foi comunicado pela mídia após a contaminação dos compostos abrangerem uma área de 1000 km2.

            As mais de 120 mil pessoas que moravam nessas áreas foram avisadas para não deixarem suas casas, devido a contaminação.

            Na época, o nível dado para o incidente foi três: "grave, mas sem consequências radioativas para os trabalhadores". Porém, não é isso que se afirma hoje em dia, pois antes os dados eram muito mal organizados e as informações eram facilmente alteradas para não causar nenhum desespero. Tanto que a realidade vivída pelas pessoas, tanto trabalhadores quanto moradores das regiões próximas sofreram com os resultados da explosão nuclear.

Fontes:

http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Acidente-Radioativo-Na-Rússia/56963898.html 

http://materiale-didattico.info/index.php?newsid=197569

http://www.coladaweb.com/fisica/fisica-nuclear/reprocessamento-nuclear

Windscale

         Após a Segunda Guerra Mundial, a corrida armamentista fez com que a Inglaterra resolvesse construir uma bomba atômica, na cidade de Windscale. Em 10 outubro 1957 ocorreu um vazamento de material radioativo causado pelo incêndio no núcleo do reator britânico, o fogo fez a libertação de substâncias radioativas para a área circundante. A radiação pode ter causado cerca de 240 casos de câncer. Ninguém evacuou na área afetada, não há dúvidas sobre a possível contaminação do leite. As condutas de saída do primeiro reator foram seladas e os cartuchos de combustível removidos. O segundo reator no local foi também fechado, embora não danificados pela fogo. Este acidente foi o pior acidente nuclear da história do Reino Unido classificado no nível 5 da escala INES.

Fontes:

www.quimica.seed.pr.gov.br

www.educacao.globo.com.br

www.conexaoprofessor.rj.gov.br

www.history.com/topics/cold-war/nuclear-test-ban-treaty/pictures/nuclear-disasters/windscale-power-plant

Yucca Flat

            É um região de intensos testes nucleares fica em Nevada, a 65 km de Las Vegas. Onde se faziam exercício de detonação de dispositivo de alta potência no subterrâneo da região que provocou rachaduras no solo e detritos radioativos escaparam para a atmosfera. Mais de 739 testes nucleares foram realizados entre 1951 e 1992, que deixaram a região com crateras gigantes, a maior delas batizada de Sedan com 400 metros de largura e quase 98 metros de profundidade. No dia 18 de dezembro de 1970, um exercício de detonação de dispositivo de alta potência no subterrâneo da região provocou rachaduras no solo e detritos radioativos escaparam para a atmosfera. Oitenta e seis trabalhadores no local foram expostos a radiação. Yucca Flat é o local que mais recebeu teste nucleares. O projeto sobre a testes nucleares americanos no Nevada foi ratificado pelo presidente Harry Truman em 11 de janeiro de 1951. O primeiro teste nuclear teve lugar em 27 de janeiro de 1951, denominada “Operação Ranger”. O último teste nuclear foi demitido em 23 de setembro de 1992.

Fontes:

www.quimica.seed.pr.gov.br

www.foconafocka.blogspot.com.br 

Three Mile Island

            O acidente de Three Mile Island foi um derretimento parcial da Unidade 2 da central nuclear de Three Mile Island, no condado de Dauphin, perto de Harrisburg.

            O acidente de Three Mile Island não provocou uma grande exposição radioativa. De fato, as pessoas que viviam a uma distância aproximadamente de 1,5 km da central receberam menos radiação do que a quantidade de raios X que qualquer pessoa, em média, recebe num ano. Não houve vítimas, mesmo com os funcionários que trabalhavam dentro da usina.

Fontes:

http://www.exeloncorp.com/assets/energy/powerplants/images/ThreeMileIsland.jpg

Chernobyl

            No ano de 1986, os operadores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, realizaram um experimento com o reator 4. A intenção inicial era observar o comportamento do reator nuclear quando utilizado com baixos níveis de energia. Contudo, para que o teste fosse possível, os responsáveis pela unidade teriam que quebrar o cumprimento de uma série de regras de segurança indispensáveis. Foi nesse momento que uma enorme tragédia nuclear se desenhou no Leste Europeu.

            A nuvem radioativa chegou a uma boa parte da Europa, Ásia e Estados Unidos. Ocorrido o acidente, o vento encarregou-se de espalhar as nuvens com os elementos radioativos por boa parte dos países vizinhos, e por onde passou afetou a vida dos seres que ali viviam.

            O contato com estas substâncias teve conseqüências sérias para a saúde das pessoas, muitas delas desenvolveram câncer, problemas circulatórios e catarata.

            No incidente morreram 32 pessoas, porém a radiação se espalhou por vários países, infectando muitas pessoas. Essas pessoas ficaram com doenças, e até hoje a radiação naquela região é muito forte, tanto que hoje em dia muitas crianças nascem com efeitos da radiação de 30 anos atrás. Porém ainda existem sobreviventes desse ocorrido.

Fontes:

http://www.drvisao.com.br/reportagens/9-Conheca-os-danos-causados-a-saude-pela-radiacao-de-Chernobyl

http://www.infoescola.com/fisica/acidente-da-usina-nuclear-de-chernobyl/

http://noticias.terra.com.br/mundo/acidente-de-chernobyl-foi-equivalente-a-ate-500-bombas-atomicas,ac1a7227b94fa310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

http://www.brasilescola.com/historia/chernobyl-acidente-nuclear.htm

Kyshtym

            Depois da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética queria alcançar o poder nuclear dos Estados Unidos, para isso o governo contratou famosos cientistas para trabalhar em um programa que deu origem a uma dúzia de usinas atômicas pelo país, incluindo a construção da usina de Mayak, próxima à pequena cidade de Kyshtym, mas pela pressa em erguer o projeto, a questão da segurança da usina não teve sua devida importância.

            No dia 29 de setembro de 1957, uma falha no sistema de refrigeração do compartimento de armazenamento de resíduos nucleares causou uma explosão em um tanque com 80 toneladas de material radioativo. As partículas liberadas contaminaram a região de Mayak e cidades próximas num raio de 800km. Como a cidade de Ozyorsk, sede da tragédia, não integrava oficialmente o mapa soviético, o acidente nuclear ficou conhecido como "O Desastre de Kyshtym", em referência à cidade vizinha.

            O governo russo forçou a evacuação de 10 mil pessoas das áreas afetadas, sem dar as devidas explicações a população. Só uma semana depois, com o surgimento dos primeiros efeitos físicos e anomalias, é que a população foi oficialmente informada sobre o acidente nuclear. Estima-se que pelo menos 200 pessoas morreram de câncer em decorrência da exposição à radiação.

Fontes:

http://www.quimica.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1445&evento=4

Goiania- Césio 137

            Na cidade de Goiânia, em 13 de setembro de 1987, dois sucateiros (Roberto Santos Alves e Wagner Mota Pereira) foram coletar seu material nos escombros de uma antiga clínica de radioterapia, onde estavam os equipamentos abandonados.

            Usando ferramentas comuns desintegraram os equipamentos, e em um deles romperam a janela de irídio, que protegia uma capsula de césio 137, permitindo a liberação da radioatividade da mesma, e iniciando o acidente nuclear brasileiro.

            As pessoas sem saber do perigo da capsula manusearam ela como uma sucata comum, o que fez a radiação atingir homens, mulheres, crianças, animais, que foram o corredor para que essa radiação chegasse até a atmosfera. Essa mesma radiação atingiu uma área de 2000 m2 não contínuos (nem todos os 2000 m2 foram contaminados por completo), infiltrando-se no solo com a profundidade de 50cm, o que fez por necessário em alguns pontos a derrubada de árvores e plantas num raio de 100m das áreas afetadas.

            A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) informou que sete casas tiveram que ser demolidas e que foi gerado 6500m3 de dejetos radioativos, que foram levados a um depósito na cidade de Abadia de Goiás. O real acidente foi a longo prazo, as pessoas por desconhecerem da radiatividade existente não se trataram imediatamente, levando a 249 contaminados após 16 dias do acidente e quatro mortes em menos de um mês.

            Depois da descoberta do acidente iniciou-se a transmissão das informações pela mídia dos meios de comunicação em massa, como televisão e rádio, mas do mesmo modo o processo de tratamento e descoberta da infecção foi lenta, tendo uma das razões o silêncio, inodoro e indolor da radioatividade, a população de Goiânia vivia com o medo ao seu redor.

            Para a descontaminação todos os afetados e suspeitos passaram 15 dias no Estádio Olímpico, e depois continuaram isolados por alguns meses pelos tratamentos.

            A contaminação por césio-137 foi classificada no nível 5 da Escala Internacional de Acidentes Nucleares (escala que vai de 0 a 7). 19 gramas de césio foram o suficiente para produzir 13 toneladas de lixo atômico, que foram enterradas em duas valas de 30 metros de profundidade revestidas por concreto e cobertas por terra no Parque Estadual Telma Ortegal, em Goiânia.

            Os sobreviventes hoje não apresentam mais perigo de contaminar outras pessoas, segundo Alexandre Rodrigues, o médico que coordenou a ação de tratamento as vítimas a pedido da CNEN, o césio tem vida útil de um ano no organismo, após esse período as pessoas já tinham eliminado as toxinas pelo suor, fezes e urina.

            Os sobreviventes ainda possuem anomalias genéticas pela contaminação, como osteoporose e câncer.

Fontes:

http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/04/radiacao-um-problema-tambem-brasileiro

http://www.proec.ufg.br/revista_ufg/agosto2007/textos/dossieGoianiaAzul.pdf

http://www.anovademocracia.com.br/no-18/855-cesio-137-ainda-faz-vitimas-em-goiania 

Fukushima

            O terremoto de 8,9 graus na escala Richter e o tsunami que abalaram o Japão provocaram danos na usina nuclear de Fukushima, localizada na região nordeste da ilha. Vazamentos radioativos foram registrados e um iminente desastre nuclear mobilizou a comunidade internacional.

Fontes:

http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/entenda-acidente-nuclear-japao-621879.shtml

Bohunice

            O acidente na usina de Bohunice, na Tchecoslováquia de 1977 (hoje dividida em República Checa e a Eslováquia) ocorreu após uma mudança de combustível. Os absorventes de umidade que cobriam as barras de combustível não foram removidos da forma correta. Como consequência, o combustível sofreu superaquecimento, levando à corrosão do reator.

            Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, não há estimativas adequadas sobre feridos ou mortos porque, na ocasião, o acidente teria sido encoberto pelo governo soviético. O que se sabe é que os gases radioativos se espalharam por toda a usina.

Fontes:

http://www.quimica.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1444&evento=4